domingo, 17 de julho de 2011

Clareamento dental


Clareamento dental sem orientação pode trazer riscos
 
O clareamento dental se tornou um dos mais procurados tratamentos odontológicos, graças à sua eficácia.

De acordo com os profissionais de odontologia, a busca por clareamento aumenta na ordem de 30% ao ano no país. No entanto, algumas providências são necessárias para evitar problemas à saúde.

Sem acompanhamento do cirurgião-dentista, o tratamento para deixar os dentes mais brancos pode causar inflamações na gengiva e dentes sensíveis, alerta o CRO-SP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

Apesar da crescente procura nos consultórios, local adequado para o procedimento, muitas pessoas ainda apostam em métodos inapropriados, como os kits de clareamento dental, comercializados livremente em lojas e pela internet. Apesar de parecerem mais práticos e acessíveis, estes produtos nem sempre oferecem a garantia necessária.

“O clareamento não é indicado para todas as pessoas. Para aquelas que tem problemas gengivais, como sangramento ou algum tipo de inflamação mais simples, por exemplo, o produto do clareamento pode exacerbar essa condição”, explica o conselheiro do CROSP, Caio Perrella.

Segundo o profissional, pessoas que tenham próteses ou dentes com restaurações também não devem esperar dentes clareados. “O produto não tem efeito sobre eles”, afirma. Os profissionais também não recomendam o tratamento para pessoas menores de 16 anos.

Todos os tipos de clareamento seguem o mesmo princípio: a ação de um gel (peróxido de hidrogênio ou carbamida) em diferentes concentrações, que libera oxigênio, e este altera a cor do dente.

Vale lembrar que é o cirurgião-dentista quem deve analisar se a pessoa pode ou não fazer o clareamento e qual o melhor método a ser utilizado.
O gel não é abrasivo nem enfraquece os dentes. No entanto, o material exige cuidados especiais para evitar danos às mucosas. Por isso, concentrações acima de 20% só podem ser feitas em consultório.

Fonte: EBand

terça-feira, 5 de julho de 2011

Novidades sobre o Bruxismo





Bruxismo diurno atinge uma em cada cinco pessoas.
Problema pode ter várias causas e tem sua prevalência reduzida com o passar da idade.
Dores de cabeça, estalos na articulação localizada entre a mandíbula e o crânio, cansaço dos músculos do rosto, tensões musculares na face, pescoço e ombros, prejuízos aos ouvidos como o zumbido, desgaste excessivo e fratura dos dentes são apenas alguns dos sintomas do bruxismo.

O bruxismo pode ser definido como uma atividade involuntária da musculatura responsável pela mastigação que causa sérios danos a saúde.

Segundo especialistas existem dois tipos de bruxismo — o que ocorre somente durante a noite, denominado bruxismo do sono — e o que acontece durante o dia — chamado de bruxismo da vigília.

O paciente pode sofrer tanto com o bruxismo do sono quanto com o bruxismo de vigília. Dados divulgados em pesquisa recente indicam que o bruxismo diurno pode afetar uma em cada cinco pessoas, ou seja, 20% da população em geral têm bruxismo quando estão acordados.

O estudo foi produzido por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, em conjunto com o Centro de Estudo do Sono do Hospital Sacré-Coeur, também de Montreal, e com a Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto.

É um texto considerado clássico e bem atualizado que traz informações importantes acerca do bruxismo. O objetivo é discutir a relação entre os mecanismos da atividade rítmica da musculatura mastigatória e suas interações com a fisiologia do sono.

Foram analisados outros fatores, como os processos neuroquímicos associados à musculatura facial durante o sono e as inter-relações de fatores cognitivos comportamentais, como ansiedade e estresse, com o bruxismo do sono.

O bruxismo do sono tem sua frequência reduzida conforme a idade. Dos que sofrem com o problema 14% são crianças, 8% são adultos e 3% são pessoas com idade superior a 60 anos. O excesso de força da musculatura mastigatória é verificado no início do sono, com a ocorrência de cinco a seis episódios por hora de sono. Esta movimentação é detectada por exames que inclui a polissonografia.

Durante o sono é normal ocorrer atividades da musculatura mastigatória, sendo que 60% das pessoas têm movimentos de uma a duas vezes por hora de sono. Já quem sofre com o bruxismo do sono possui três vezes mais movimentação e com intensidade mais forte.

Os apertamentos e rangidos incomodam tanto os portadores, que sofrem com as consequências, quanto quem dorme ao lado, pois a força é tão intensa que é possível ouvir a movimentação. Esta é uma alteração complexa e muito destrutiva para as articulações que compõe a mandíbula e os dentes.





As causas do bruxismo não são completamente conhecidas e o que já se sabe é que o problema está relacionado ao mau alinhamento dos dentes, perdas dentárias e principalmente disfunção e sobrecarga dos músculos envolvidos na mastigação.

— O tratamento depende das causas e do período em que o bruxismo ocorre — se durante o dia ou à noite. Uso de placas interoclusais, tratamentos odontológicos, ortodônticos e exercícios físicos são alguns dos tratamentos indicados para os portadores que devem procurar um especialista para avaliar o caso.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Odontogeriatria



Uma especialidade odontológica relativamente nova, que cuida dos nossos queridos velhinhos.

Mas por que um dentista especialista em idosos?

Existem muitas respostas para esta pergunta. Com uma melhora na qualidade de vida e os avanços da medicina e das ciências em geral, as pessoas estão vivendo mais. A expectativa de vida dos brasileiros fica em torno de 73 anos e o odontogeriatra se depara com 2 situações:

1 – O idoso está perdendo seus últimos dentes.
Seu destino, o último recurso odontológico para reestabelecer dentes e mastigação: a prótese total, mais conhecida como dentadura.
Esta situação tem todo um fundo psicológico, pois a perda de todos os dentes é um fato extremamente traumático, sem contar que o usuário de uma prótese total precisará aprender, novamente, a mastigar, falar e respirar. A boa notícia é que os implantes tem ajudado muito esses pacientes!
É o caso das “Overdentures” (dentadura encaixada sobre implantes), onde os implantes proporcionam maior estabilidade da prótese e maior condição mastigatória.

2 – O idoso ainda mantém seus dentes ou a maioria deles.
Neste caso, necessitará de tratamento de Periodontia (raspagem e limpeza de tártaro) que devem ser feitos para evitar a perda de mais dentes e para diminuir as infecções na boca, que podem ir para outros lugares do corpo. Os velhinhos também sofrem com o escurecimento dos dentes, a diminuição de saliva por conta de alguns medicamentos que precisam tomar e problemas na boca relacionados a problemas digestivos como refluxo. Tudo isso deve ser acompanhado e geralmente, o dentista trabalha em conjunto com o médico do paciente.

Outro fator importante é que o odontogeriatra deve oferecer um consultório com a melhor mobilidade possível, sem escadas ,além de uma cadeira de atendimento confortável, pois muitos idosos sofrem de problemas de locomoção após quedas ou quadros de artite, artrose ou osteoporose.

As consultas são um pouco mais longas que o normal, pois deveremos respeitar o tempo de cada um .
Muitas vezes, dependendo da avaliação médica, deve-se fazer uma terapia profilática com antibióticos, isto é, o paciente deve tomar uma dose de antibióticos antes das consultas, para evitar riscos maiores para sua saúde.

                           

Então, se você está na fase da melhor idade, vale à pena procurar um dentista especialista para ter um acompanhamento de saúde mais voltado para sua faixa etária.

sábado, 25 de junho de 2011

Fluoretação - Notícias

 




A fluoretação da água de abastecimento é uma medida preventiva da cárie dentária utilizada largamente em vários países.


No Brasil, essa doença ainda é um importante problema de saúde pública, causando infecções, dor e sofrimento, em todas as idades, principalmente em crianças. A fluoretação da água é uma medida efetiva para a prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde a fluoretação é capaz de reduzir os níveis de cárie em média em 44%, se feita e controlada adequadamente. Por essa razão, é preciso que o processo de fluoretação seja feito buscando-se padrões ótimos de qualidade, de sustentabilidade econômica e de aceitabilidade social. Do ponto de vista da vigilância em saúde, é importante também assegurar risco mínimo.

A variabilidade de critérios utilizados atualmente para aferir a qualidade da fluoretação das águas, enquanto medida de saúde pública, pode levar a interpretações distintas, e até mesmo, antagônicas, quanto ao julgamento da adequação dos teores de flúor o que, além de dificultar o trabalho de vigilância, têm criado dificuldades à tomada de decisão segundo bases técnicas.


O Seminário sobre Vigilância da Fluoretação de Águas-2011, promovido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), por meio do seu Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (CECOL/USP), reunirá pesquisadores e especialistas de todo o Brasil para discutir o acompanhamento e o monitoramento da cobertura da fluoretação das águas de abastecimento público, tendo como objetivo a produção de um documento de consenso técnico sobre classificação de águas de abastecimento público segundo o teor de flúor.

domingo, 19 de junho de 2011

Estética Dental



 
 


           
Nos dias de hoje, a busca pela estética é um fator de muita influência sobre o comportamento das pessoas.

Seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas cidades, é cada vez mais comum observar-se academias e clínicas de estética cada vez mais lotadas. Dentro deste contexto, é natural que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral.

Técnicas restauradoras e protéticas mais modernas visam, além da reabilitação da função mastigatória, a recuperação do fator estético. Dentro desta perspectiva, o clareamento dental se torna um importante instrumento a fim de proporcionar a satisfação do paciente em seu tratamento.

O clareamento dental visa à recuperação da cor original dos dentes, perdida em algum momento durante a vida em decorrência de vários fatores. Serve também simplesmente para promover um branqueamento dos dentes originalmente mais escurecidos.

A utilização de agentes clareadores nos dentes já ultrapassa um século, e com o desenvolvimento de novos materiais, tem se mostrado um meio cada vez mais eficaz e seguro de se obter uma estética dental satisfatória.

Existem basicamente dois tipos de clareamento dental.












No clareamento caseiro, a maior parte do tratamento é realizada pelo próprio paciente, o qual utiliza o agente químico dentro de uma moldeira adaptável aos dentes. Estes materiais são fornecidos pelo cirurgião-dentista, que irá supervisionar o tratamento através de visitas periódicas do paciente ao consultório.

 

No clareamento realizado no consultório, o dentista irá aplicar sobre os dentes um agente químico oxidante bem mais potente. Durante a aplicação, a gengiva, lábios e bochechas são protegidos de forma que o clareador não provoque queimaduras. Sobre alguns clareadores é aplicada uma fonte de energia ativadora que pode ser luz halógena ou determinados tipos de laser que irão promover uma intensificação do clareamento, outros não necessitam desta fonte para que a reação de liberação de oxigênio ocorra. De qualquer forma, o clareamento é realizado em apenas uma sessão.

 

Quando se trata de tratamentos estéticos... algumas dúvidas ainda surgem e estamos aqui para esclarecê-las:

 

Tenho restaurações escuras (metálicas) nos dentes posteriores. Vale a pena trocá-las por restaurações de cor branca ou da cor dos dentes?

 

A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, "por uma branca", pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos).

 

Quais os materiais que podem ser utilizados na troca de uma restauração metálica por uma estética?

 

Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o modelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.

 

As restaurações em amálgama são realmente tóxicas e, por isso, devem ser trocadas?

 

Existe muita discussão sobre o poder tóxico do mercúrio nas restaurações de amálgama. Provou-se que o aumento dos níveis de mercúrio no sangue e na urina pode estar associado à presença dessas restaurações, embora nenhum trabalho tenha conseguido relacionar o desenvolvimento de doenças sistêmicas causadas por mercúrio em pacientes com as restaurações de amálgama.

 

Quais são o melhor material e a melhor técnica?

 

Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.

 

No momento da troca de uma restauração, é necessário um desgaste maior do dente?

 

Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.

 

Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?

 

Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.

 

Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?

 

O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte e a dentina dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa da estrutura dental manchada para se conseguir uma perfeita solução estética.

 

Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?

A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.