Aparelho auditivo dental aprovado na Europa
As autoridades europeias autorizaram a entrada no mercado de um aparelho auditivo que se coloca na boca. A BBC News, que explica que o aparelho, designado de SoundBite, é introduzido na boca e os sons são transmitidos através dos dentes. O aparelho direcciona o som através do osso maxilar para o ouvido interno, devendo ser colocado nos molares superiores. O equipamento é feito à medida dos pacientes. Embora este aparelho tenha sido autorizado a entrar no mercado, a associação britânica das pessoas com surdez, veio já a público alertar para o facto de o mesmo não ser adequado a todas as pessoas com problemas auditivos. Fonte: BBC
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Tratamento da Periodontite
O objetivo do tratamento periodontal é eliminar e posteriormente prevenir a infecção periodontal, mantendo o máximo tempo possível uma dentição estética e funcional de acordo com as necessidades do paciente.
Eficácia do Tratamento Periodontal
![]() |
| Fig.1. Antes e depois do tratamento de Periodontite ativa |
O tratamento periodontal consegue eliminar na maioria dos casos as causas de inflamação e destruição periodontais e, através de medidas simples, pode também evitar a recidiva da doença. A eficácia da terapêutica periodontal não se baseia simplesmente na experiência clínica, mas antes numa série de estudos controlados, que constituem as bases científicas, que permitem encarar este tratamento com suficiente confiança, entre os quais deve destacar-se, em primeiro lugar, as inúmeras investigações, em seres humanos e em animais, que demonstram que as doenças periodontais são provocadas por bactérias e que sem elas não existe inflamação periodontal nem destruição do suporte dentário.
Em segundo lugar, no que se refere à prevenção da doença depois do tratamento desta, numerosos estudos longitudinais nos últimos 30 anos demonstram de forma clara que uma higiene oral pessoal adequada conjugada com uma profilaxia periódica, conseguem evitar a recidiva da doença e o aparecimento de novas cáries. Estes estudos representam uma mudança completa na filosofia existente, porque o profissional tradicional foi ensinado unicamente a tratar o problema e aguardar pelo aparecimento de novo episódio para então tratá-lo e assim sucessivamente, geralmente com tratamentos cada vez mais complexos, invasivos, menos duradouros e de custo econômico mais elevado. Atualmente o profissional tem um papel muito importante atuando na prevenção ,evitando recidiva da doença.
Finalmente, deve ser tido em conta que não existe relação entre a idade e a perda de suporte dentário, se o controle da placa for o adequado. Ninguém perde suporte simplesmente por envelhecer.
Tornar o paciente responsável pelo tratamento periodontal
![]() |
| Fig.2. Motivar o paciente é fundamental |
O primeiro contato com o paciente deve permitir conhecer o nível de educação odontológica do paciente, a postura relativamente à sua doença, o que espera do tratamento, de que modo valoriza a saúde oral e qual a sua atitude relativamente à sua manutenção futura.
O profissional deve explicar exaustivamente ao paciente tudo o que se relacionar com a sua doença periodontal, o tratamento e a terapêutica de manutenção, de acordo com as características do caso. deve também estabelecer objetivos realistas relativamente ao resultado do tratamento.
O incoveniente no tratamento de doenças cronicas é que o paciente deve fazer a manutenção durante toda a vida, o que depende fundamentalmente de ele aceitar e fazer os retornos com regularidade .
Fases do Tratamento Periodontal
![]() |
| Fig.3. Remoção da placa e tártaro |
O tratamento periodontal inclui diferentes etapas, algumas das quais são obrigatórias, enquanto que outras podem ou não ser executadas, dependendo das necessidades do caso.
Na primeira etapa, fase higiênica do tratamento periodontal ,devemos eliminar e tratar todos os fatores locais que direta ou indiretamente provocaram a doença: placa bacteriana e cálculo supra e sub-gengival, mas também restaurações inadequadas, cáries ativas, próteses mal adaptadas, etc.
Nesta primeira fase, inclui-se a motivação e ensino do paciente sobre técnicas de higiene oral, o que é fundamental para manter os resultados do tratamento.
Esta fase pode durar pelo menos 3 a 4 meses, o tempo que os tecidos periodontais necessitam para responder adequadamente à terapia periodontal básica.
Em, seguida avaliam-se os resultados obtidos e, em função destes, é decidida a atuação posterior, que pode significar:
- O fim do tratamento ativo, se não existir sangramento à sondagem, nem bolsas;
- A passagem à fase seguinte, fase cirúrgica, se persistir sangramento à sondagem em bolsas superiores a 4-5 mm, ou se existirem lesões muco-gengivais com comprometimento estético ou de manutenção de suporte;
- A passagem diretamente à terceira fase do tratamento, denominada etapa de reabilitação, se o doente não tiver indicação cirúrgica mas necessitar tratamento ortodôntico ou protético, porque tem indicação para restaurar ou melhorar tanto a estética quanto as funções dentárias;
- A passagem diretamente à quarta fase do tratamento periodontal, denominada etapa de manutenção, se o doente não exigir cirurgia periodontal, nem tratamento de reabilitação, mas unicamente medidas preventivas para evitar ou minimizar a recolonização bacteriana, que de outra forma pode originar a recidiva da doença.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
No dia dos Namorados,uma reflexão sobre o beijo!!!!!
Primeiramente o jovem pouco se importa, ou pouco sabe sobre os hábitos de higiene ou condições de saúde ou doença daqueles a quem beija, se possuem focos infecciosos, lesões de mucosas, cáries ou qualquer outra doença bucal ou sistêmica.
Moças e rapazes bem vestidos, preocupados com a estética, corpos sarados, pertencentes a uma geração de culto ao corpo, mas que pouco sabem sobre saúde ou aos riscos que correm diariamente nas famosas baladas.
Abaixo citaremos alguns deles:
Carie dental: Segundo a OMS a cárie é considerada doença infecto-contagiosa, portanto para esclarecimento geral, cárie se “pega”e todo mundo sabe o quanto é dolorosa e quando não tratada pode levar a perda do elemento dental e o comprometimento estético , mastigatório, respiratório e fonoaudiológico.
Gengivites: Caracterizada por inflamação e infecção gengival, apresentando-se a gengiva extremamente vermelha, inchada e sangrante. É causada por bactérias, conferindo mau hálito. Imaginem beijar alguém nessas condições e correr o risco de se contaminar com essas bactérias.
Herpes Labial: Durante a infecção pelo herpes labial, o beijo é um meio de transmissão do vírus. O Herpes caracteriza-se por vesículas (bolinhas) que unem-se formando uma crosta (ferida) geralmente na região dos lábios. Portanto beijar alguém que possua feridinhas na boca é um grande risco .
Mononucleose: Acomete mais freqüentemente adolescentes e adultos jovens. É uma doença viral. A infecção é adquirida pelo contato com saliva contaminada. É uma síndrome clínica caracterizada por febre, presença de gânglios, mau-estar, dor de cabeça, dor de garganta e inflamação do fígado. É conhecida como Doença do Beijo.
Hepatite B: É uma doença séria , que pode tornar-se crônica e levar à cirrose ou câncer hepático no futuro Adquirida através do contato com secreções corporais contaminadas, ou seja, sangue, saliva e sêmen. Seu vírus é muito mais resistente e infectante do que o Vírus da AIDS.
Gripe: Quem já teve uma gripe sabe dos transtornos, além de ficar acamado e perder a balada do final de semana seguinte. É obvio que a gripe pode ser adquirida no ar, mas beijar alguém gripado aumenta em muito o risco de se contaminar.
Amigdalite bacteriana: Conhecida como a famosa dor de garganta, pode ser transmitida pelo beijo. Caracteriza-se por febre alta, prostração, mal estar, dificuldade de engolir . Quando a amigdalite se dá por infecção de uma bactéria chamada Streptococos, poderá evoluir para febre reumática, levando, em casos extremos, ao comprometimento cardíaco.
Meningite: De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2006 no British Medical Journal, beijar na boca várias pessoas aumenta em quatro vezes o risco de adolescentes contraírem meningite, uma infecção cerebral potencialmente fatal.
AIDS: Há risco de transmissão do vírus HIV, causador da AIDS, caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Um beijo mais ardente pode provocar sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção do vírus HIV se o sangue entrar em contato com uma lesão bucal, corte ou cárie.
Cumpre-nos salientar que o risco dessas infecções é aumentado em pessoas portadoras de body-piercing labial ou lingual que representam uma porta de entrada para microorganismos.
Portanto, antes de beijar muitos (as) pense se não é muito mais interessante beijar uma pessoa só, alguém por quem se nutre carinho e afeição; mesmo assim tem-se que tomar cuidado e saber as condições de saúde dessa pessoa. Imaginem beijar muitos, às vezes alguém que nem se conhece, sem vínculos de afeto e onde o risco de se adquirir alguma doença se multiplica.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Doenças Periodontais
As doenças periodontais são infecções do periodonto de etiologia bacteriana. Desde os estudos fundamentais de Löe et al. há trinta anos, sabe-se que o acúmulo de bactérias ao nível da margem gengival produz sempre uma reação inflamatória denominada gengivite. A presença de bactérias ao nível supra e sub-gengival é um fator constante na grande maioria dos indivíduos, que não deve ser considerada como patológica. É possível manter uma placa bacteriana suficientemente reduzida de modo a não originar uma reação de defesa por parte da gengiva, clinicamente detectável. O número de espécies bacterianas que podemos encontrar nestas situações é muito elevado, incluindo a presença de cocos Gram-positivos, Actinomyces e bacilos. No entanto, se for permitido um aumento da placa bacteriana supra-gengival por déficit de higiene oral, surgem alterações da sua composição, de tal forma que a placa torna-se Gram-negativa, anaeróbia, aumentando o número de Actinomyces e Streptococus, espiroquetas, vibriões e filamentos.
Gengivite
Para que tenha início a doença periodontal, é necessário que existam bactérias. A maturação da placa leva à formação de cálculo, que é um material calcificado que se adere à superfície dentária e sendo considerado um fator etiológico indireto da doença periodontal, devido sobretudo à possibilidade de colonização de bactérias viáveis na sua superfície externa. Este fato, e não a existência do cálculo por si só, é o motivo pelo qual o tratamento da infeção periodontal exige a sua remoção. Existem outros fatores locais e sistêmicos que, embora também não sejam responsáveis diretos pelo início da doença periodontal, modificam a resposta dos tecidos periodontais face à presença da placa bacteriana e portanto devem ser levados em conta.
Bolsa Periodontal
Uma vez existindo infiltrado inflamatório no periodonto de suporte, ocorrem algumas alterações fundamentais. A mais importante, porque é a que caracteriza a periodontite, é a migração gengival com exposição da raiz, ocorrendo a destruição do ligamento periodontal e a destruição do osso alveolar, de tal forma que esse espaço é ocupado pelo tecido mole gengival inflamado, formando-se a bolsa periodontal. A parede mole da bolsa é constituída por uma porção interna formada pelo aprofundamento patológico do sulco gengival e por uma porção externa formada pelo epitélio queratinizado da gengiva.
Neste momento se for tratada a periodontite, eliminando a infecção, o avanço da doença é detido, mas não se recupera o suporte perdido durante o período em que a periodontite estava ativa.
Outros Fatores Etiológicos
Para que tenha início a doença periodontal, é necessário que existam bactérias. A maturação da placa leva à formação de cálculo, que é um material calcificado que se adere à superfície dentária e sendo considerado um fator etiológico indireto da doença periodontal, devido sobretudo à possibilidade de colonização de bactérias viáveis na sua superfície externa. Este fato, e não a existência do cálculo por si só, é o motivo pelo qual o tratamento da infecção periodontal exige a sua remoção. existem outros fatores locais e sistêmicos que, embora também não sejam responsáveis diretos pelo início da doença periodontal, modificam a resposta dos tecidos periodontais face à presença da placa bacteriana.
A oclusão pode ser outro fator nos casos onde, num mesmo dente, existe simultaneamente periodontite ativa e trauma oclusal. Nestes casos a perda de suporte pode ser acelerada e podem surgir lesões ósseas verticais. As más oclusões, por outro lado, não causam gengivite nem periodontite, exceto em alguns casos onde o apinhamento dental dificulte sobremaneira a higiene. Em consequência, o tratamento ortodôntico deve ser indicado com o objetivo de prevenir o aparecimento de doença periodontal.
O fumo é um fator etiológico decisivo que afeta de forma muito significativa a evolução da periodontite. Tem uma ação local sobre a vascularização gengival, além de provocar efeitos tóxicos diretos sobre os tecidos. Afeta os mecanismos de defesa do hospedeiro, acelera a destruição óssea, aumenta o risco de retração gengival, especialmente em doentes com periodontite de evolução rápida.
Diferentes doenças e fatores sistêmicos atuam também indiretamente ao nível do periodonto, reduzindo as defesas do hospedeiro ou aumentando a virulência bacteriana, entre eles a diabetes.
Bibliografia
1. Löe H, Theilade E, Jensen SB. Experimental gingivis in man. Journal of Periodontology 1965; 36:177-187;
2. Breckx M. Histofisiología e histopatologia de la encía. Periodoncia 1933; 3:168-175;
3. Echeverría Garcia J.J., Echeverría Manau A. Manual de Periodontia. Ergon 2007; 16-23
Gengivite
Todas estas alterações caracterizam a gengivite.
![]() |
| Fig.1. Gengivite |
A alteração progressiva da quantidade de placa e de sua composição ocorre em poucos dias, mas afeta muito significativamente os componentes da região coronal. O tecido de conexão da gengiva é progressivamente destruído, e o seu lugar é ocupado por um infiltrado inflamatório. O epitélio de união sofre também alterações morfológicas importantes, mas mantém-se unido à superfície
do esmalte e embora as fibras gengivais sejam parcialmente destruídas, o seu limite conserva-se ainda íntegro.Todas estas alterações caracterizam a gengivite.
Periodontite
Uma vez estabelecida a gengivite, pode manter-se como tal durante dias, meses ou anos. Se não for tratada, com a eliminação bacteriana, a gengivite não cura espontâneamente.
Se for tratada, a sintomatologia desaparece e restabelecem-se as condições que existiam antes da doença sem sequelas.
No entanto, na maioria dos indivíduos, em muitos pontos do periodonto a gengivite transforma-se em periodontite, quando o infiltrado inflamatório gengival ultrapassa a barreira de defesa formada pelas fibras gengivais. A razão pela qual e
quando ocorre não pode ser determinada, mas podemos suspeitar de várias razões:
Se for tratada, a sintomatologia desaparece e restabelecem-se as condições que existiam antes da doença sem sequelas.
No entanto, na maioria dos indivíduos, em muitos pontos do periodonto a gengivite transforma-se em periodontite, quando o infiltrado inflamatório gengival ultrapassa a barreira de defesa formada pelas fibras gengivais. A razão pela qual e
quando ocorre não pode ser determinada, mas podemos suspeitar de várias razões:
- Aumento da virulência bacteriana;
- Diminuição das defesas do hospedeiro;
- Destruição mecânica, intencional ou não, ao nível da união dento-gengival (invasão do espaço biológico).
![]() |
| Fig.3. Evolução da Periodontite |
Para que tenha início a doença periodontal, é necessário que existam bactérias. A maturação da placa leva à formação de cálculo, que é um material calcificado que se adere à superfície dentária e sendo considerado um fator etiológico indireto da doença periodontal, devido sobretudo à possibilidade de colonização de bactérias viáveis na sua superfície externa. Este fato, e não a existência do cálculo por si só, é o motivo pelo qual o tratamento da infeção periodontal exige a sua remoção. Existem outros fatores locais e sistêmicos que, embora também não sejam responsáveis diretos pelo início da doença periodontal, modificam a resposta dos tecidos periodontais face à presença da placa bacteriana e portanto devem ser levados em conta.
Bolsa Periodontal
Uma vez existindo infiltrado inflamatório no periodonto de suporte, ocorrem algumas alterações fundamentais. A mais importante, porque é a que caracteriza a periodontite, é a migração gengival com exposição da raiz, ocorrendo a destruição do ligamento periodontal e a destruição do osso alveolar, de tal forma que esse espaço é ocupado pelo tecido mole gengival inflamado, formando-se a bolsa periodontal. A parede mole da bolsa é constituída por uma porção interna formada pelo aprofundamento patológico do sulco gengival e por uma porção externa formada pelo epitélio queratinizado da gengiva.
Neste momento se for tratada a periodontite, eliminando a infecção, o avanço da doença é detido, mas não se recupera o suporte perdido durante o período em que a periodontite estava ativa.
Outros Fatores Etiológicos
Para que tenha início a doença periodontal, é necessário que existam bactérias. A maturação da placa leva à formação de cálculo, que é um material calcificado que se adere à superfície dentária e sendo considerado um fator etiológico indireto da doença periodontal, devido sobretudo à possibilidade de colonização de bactérias viáveis na sua superfície externa. Este fato, e não a existência do cálculo por si só, é o motivo pelo qual o tratamento da infecção periodontal exige a sua remoção. existem outros fatores locais e sistêmicos que, embora também não sejam responsáveis diretos pelo início da doença periodontal, modificam a resposta dos tecidos periodontais face à presença da placa bacteriana.
![]() |
| Fig.4. Alguns pacientes apresentam cálculo bastante acentuado |
Fatores Locais
Devem incluir-se especialmente os fatores que surgem em consequência de tratamentos dentários incorretos, incluindo margens protéticas inadequadamente ajustadas , restos de cimento em localização sub-gengival, coroas e restaurações que invadem os espaços interproximais, ou seja, tudo aquilo que, por estar situado estrategicamente ao nível dento-gengival, constitua um fator irritativo, favorecendo o acumulo de cálculo e dificultando a sua eliminação.
A oclusão pode ser outro fator nos casos onde, num mesmo dente, existe simultaneamente periodontite ativa e trauma oclusal. Nestes casos a perda de suporte pode ser acelerada e podem surgir lesões ósseas verticais. As más oclusões, por outro lado, não causam gengivite nem periodontite, exceto em alguns casos onde o apinhamento dental dificulte sobremaneira a higiene. Em consequência, o tratamento ortodôntico deve ser indicado com o objetivo de prevenir o aparecimento de doença periodontal.
O fumo é um fator etiológico decisivo que afeta de forma muito significativa a evolução da periodontite. Tem uma ação local sobre a vascularização gengival, além de provocar efeitos tóxicos diretos sobre os tecidos. Afeta os mecanismos de defesa do hospedeiro, acelera a destruição óssea, aumenta o risco de retração gengival, especialmente em doentes com periodontite de evolução rápida.
Fatores Sistêmicos
Diferentes doenças e fatores sistêmicos atuam também indiretamente ao nível do periodonto, reduzindo as defesas do hospedeiro ou aumentando a virulência bacteriana, entre eles a diabetes.
Em consequência, as periodontites são infecções provocadas por bactérias de agressividade variável, no entanto a sua expressão clínica depende também de fatores ligados ao hospedeiro e ao meio ambiente.
Bibliografia
1. Löe H, Theilade E, Jensen SB. Experimental gingivis in man. Journal of Periodontology 1965; 36:177-187;
2. Breckx M. Histofisiología e histopatologia de la encía. Periodoncia 1933; 3:168-175;
3. Echeverría Garcia J.J., Echeverría Manau A. Manual de Periodontia. Ergon 2007; 16-23
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A Cárie de Mamadeira
Voltamos a falar sobre esse assunto, pois gerou muito interesse e muitas dúvidas entre nossos clientes!!!!! Então vamos lá!!!!!
A cárie de mamadeira é uma doença que acomete os bebês e está relacionada principalmente à ingestão de líquidos açucarados durante a noite. Ou seja, aquela história de que não devemos dormir sem escovar os dentes também vale para os bebês.Depois da mamada, o leite fica estagnado na boca da criança. Além disso, a salivação da criança diminui durante o sono. Esses fatores, associados a uma má higiene da boca, fazem com que a cárie se desenvolva muito rapidamente, causando grandes estragos nos dentes das crianças.
O melhor tratamento para as cáries de mamadeira é a prevenção, tendo em vista a dificuldade de tratar crianças em idades inferiores a 4 anos.
A cárie de mamadeira é uma doença que acomete os bebês e está relacionada principalmente à ingestão de líquidos açucarados durante a noite. Ou seja, aquela história de que não devemos dormir sem escovar os dentes também vale para os bebês.O melhor tratamento para as cáries de mamadeira é a prevenção, tendo em vista a dificuldade de tratar crianças em idades inferiores a 4 anos.
A prevenção deve ser feita através da higienização da boca da criança desde o nascimento do primeiro dentinho. A higienização deve ser feita com o uso de gazes (preferencialmente estéreis) e água (filtrada ou mineral).
Toda hora após a amamentação deve-se fazer a limpeza da boca da criança com a gaze úmida. O acompanhamento pelo dentista pediatra também ajuda a prevenir tais patologias , e este deve ser feito o mais cedo o possível.
Após a cárie de mamadeira ter se instalado, ela geralmente apresenta um curso acelerado e doloroso para a criança.Esta rapidez com que este tipo de cárie se instala e progride é resultado da não higienização da boca da criança e do surgimento dos primeiros dentes, que acabam alterando física, química e bioquimicamente o meio bucal.
Com o surgimento dos dentes as bactérias que têm capacidade de aderência ao esmalte dental, começam a proliferar; a mudança dos microorganismos presentes na cavidade oral e a maior dificuldade de limpeza por parte dos mecanismos naturais de limpeza (língua, saliva, etc) devido a erupção dos dentes; e outros fatores levam a uma série de reações (dentre elas mudança do PH oral), que contribuem para que esta doença se manifeste de forma tão agressiva.
Os mecanismos desta doença são complexos. Com relação ao tratamento, existe e tem que ser feito o quanto antes , para alívio do sofrimento da criança, antes que esta comece a emagrecer, desanimar, chorar ( sem motivo aparente), etc..
O primeiro passo é procurar um dentista (odontopediatra ou clínico que esteja habituado a lidar com crianças) ou uma faculdade mais próxima.
Depois o dentista vai examinar o caso e se constatado que se trata realmente desta patologia, ele dará seqüência com o procedimento mais adequado, que pode variar desde a adequação do meio e posterior restauração (diminuindo a carga de contaminantes, aumentando o PH intra-oral, tirando a criança da fase aguda da doença, diminuindo a sensibilidade dolorosa, etc.). Nesta etapa é feita a aplicação de substâncias como flúor, clorexidina e outras e da restauração provisória dos dentes com material do tipo ionômero de vidro (pela sua facilidade de execução e capacidade de receber recarga e liberar flúor).
O tratamento é complexo e demorado, no entanto a parte mais difícil é com relação à própria criança (que geralmente não colabora, devido à idade) e à sintomatologia que a criança esta passando, pois se é difícil para o dentista fazer o tratamento em uma criança saudável, imagine em uma criança que está com dor.
Por isso devemos procurar um bom profissional, que esteja qualificado para dar seqüência ao tratamento. Em casos extremos de não aceitação por parte da criança, podemos levá-la a um centro cirúrgico e fazermos o tratamento sob anestesia geral.
O primeiro passo é ficarmos calmos e levarmos a criança o mais rápido possível para o dentista. Pois a demora pode levar a criança a quadro de abcessos e infecções graves que podem levar o paciente a óbito, se não corretamente tratados.
Assinar:
Postagens (Atom)








