segunda-feira, 28 de maio de 2012

Implantes Dentários - cuidados e higiene



                      
Seus implantes dentários podem durar a vida toda !

Dentes novos podem trazer melhoria de vida se voce tiver perdido sua habilidade de mastigar, falar e sorrir. Com manutenção profissional e cuidados corretos em casa, seus implantes podem durar a vida toda bem como proporcionar conforto, funcionalidade e confiança.

Porque dentes novos precisam de cuidados especiais?

Uma higiene precária em torno dos implantes pode contribuir para o aparecimento de doenças graves – mucosite peri implantar e peri-implantite - nos tecidos ao redor dos implantes. Ambas estas doenças são infecciosas. A mucosite peri-implantar é uma codição inflamatória no tecido mole enquanto a peri-implantite também afeta o osso ao redor do implante.

Estas doenças são comuns. Estudos científicos mostraram que mucosite peri-implantar ocorria em aproximadamente 80% dos pacientes e peri-implantite em 28 a 56% dos pacientes.

Com manutenção apropriada voce pode contribuir para prevenir estes problemas. Voce deve também conscientizar-se de que o uso do tabaco é um fator de risco significativo no desenvolvimento e progressão de doenças de peri-implantite.

                                

Implantes diferentes – necessidades diferentes.

Há diversos tipos de implantes e de próteses implanto suportadas, todos requerem uma técnica especial de limpeza.

Existe uma variedade de escovas especialmente projetadas (desenhadas) para limpeza, todas desenvolvidas com a colaboração de dentistas , isso irá facilitar a manutenção de seus implantes.



Limpeza depois da cirurgia.

 Depois da cirurgia, é frequentemente recomendado que se use uma escova de dentes associadas a escovas interdentais extra macias. Peça orientação ao seu dentista.

Manutenção profissional e cuidado apropriado em casa.

Lembre-se que seus dentes novos precisam de cuidado e atenção.
"Check-ups" periódicos são importantes para se assegurar que os implantes e tecidos adjacentes estejam saudáveis. Peça sempre ao seu dentista orientação sobre quais instrumentos e técnicas de limpeza são mais adequadas para voce e seu tipo de implante dental.



terça-feira, 22 de maio de 2012

A saúde bucal na gravidez








As mulheres podem desenvolver mais facilmente a gengivite durante a gravidez, podendo progredir para a fase destrutiva da periodontite.

Devido à liberação de altos níveis de estrogênio e progesterona, existe uma maior vasodilatação, resultando na inflamação do tecido gengival. A resposta gengival ao estrogênio é semelhante a uma resposta exagerada aos irritantes locais. Por sua vez, a progesterona dilata os vasos sanguíneos causando inflamação e dificultando a reparação do colágeno, a proteína estrutural que dá suporte às gengivas.
Se a doença periodontal durante a gravidez não for tratada, pode levar a conseqüências  mais sérias, inclusive podendo ser um dos fatores de risco para o parto prematuro e bebês de baixo peso.


Durante a gravidez recomenda-se estabelecer programas de prevenção da doença periodontal com os profissionais da saúde, sendo que em mulheres com um histórico familiar de periodontite, a necessidade da prevenção é ainda maior.

A escovação diária dos dentes, o uso de escovas interdentais e a utilização de enxaguatórios bucais são muito importantes nesta fase.

Igualmente importante é o uso de produtos adequados para a correta higiene bucal tonificando e fortalecendo as gengivas durante a gravidez, promovendo a prevenção da cárie dentária, o controle do biofilme e a mantenção de gengivas fortes no momento em que são mais sensíveis.


O objetivo é melhorar a saúde bucal durante a gravidez, ajudando também a reduzir o risco  do trabalho de parto prematuro. Além disso, uma boa saúde bucal também pode ajudar na prevenção da cárie na mãe, reduzindo a transmissão das bactérias cariogênicas para a saliva da criança, e consequentemente o risco de cárie nos primeiros anos de vida.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Câncer Bucal - Parte IV

     
 Embora seja um assunto muito desagradável precisamos estar atentos aos sinais e sintomas deste inimigo. Para tanto a partir de hoje estaremos postando uma série relacionada a esse assunto.
Os cânceres que se originam no revestimento da boca ou em tecidos superficiais são denominados carcinomas e correspondem a 96% dos tumores malignos da cavidade bucal. Os que têm origem nos tecidos mais profundos são denominados sarcomas. Raramente, os cânceres observados na região bucal são consequência da disseminação de um câncer de outras partes do organismo, quando ocorrem, geralmente são dos pulmões, das mamas e da próstata.
Fator de risco é qualquer coisa que aumente a chance de alguém ter determinada doença. No caso do câncer, alguns podem ser evitados pela mudança de hábitos, como deixar de fumar, beber moderadamente, usar filtro solar e ter uma dieta equilibrada. Outros fogem ao nosso controle como histórico familiar e a idade (o risco de desenvolver câncer aumenta com a idade).
O risco de câncer bucal é maior para os indivíduos tabagistas e alcoolistas. A combinação do álcool e do tabaco apresenta uma maior probabilidade de causar câncer que qualquer uma das duas substâncias usadas isoladamente. Cerca de dois terços dos cânceres orais ocorrem em homens, mas a incidência crescente do tabagismo entre mulheres ao longo das últimas décadas vem eliminando gradualmente essa diferença entre os sexos.
O exame de detecção do câncer bucal deve ser parte integrante tanto do exame médico quanto do odontológico, pois a detecção precoce é fundamental. Os cânceres com menos de 1 centímetro de diâmetro geralmente podem ser facilmente curados. Infelizmente, a maioria dos cânceres orais só é diagnosticada após já ter ocorrido a disseminação para os linfonodos da região mandibular e do pescoço. Devido à detecção tardia, 25% dos cânceres bucais são fatais.
Portanto, a palavra chave quando se fala em câncer de boca é a prevenção.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Câncer Bucal - Parte III - Leucoplasia



O QUE É
É uma das lesões cancerizáveis mais freqüentes da cavidade bucal, desenvolvendo-se em qualquer região, sendo a mucosa jugal, o lábio inferior e rebordo lateral de língua as áreas mais afetadas.
Sua etiologia algumas vezes está relacionada a hábitos como tabagismo e quando associada à etilismo, aumenta a probabilidade de transformação maligna, geralmente são consideradas lesões idiopáticas sem origem aparente. Sua ocorrência se dá principalmente em pacientes de meia idade, do sexo masculino.

COMO APARECE CLINICAMENTE



Clinicamente aparece como uma placa (para o leigo pode parecer uma mancha) esbranquiçada que não cede à raspagem, sua superfície pode ser rugosa, courácea (aspecto de couro) ou lisa.

 COMO É O TRATAMENTO
Após o diagnostico, em lesões de pequenas dimensões realiza-se a remoção cirúrgica, em lesões extensas acompanhamento utilizando-se citologia esfoliativa e biópsias quando necessário.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Doença Periodontal - Notícias


Um estudo realizado com apoio da FAPESP,  indicou que o tratamento convencional de infecções bacterianas que afetam as gengivas e os demais tecidos que circundam os dentes (periodontites) pode ser significativamente melhorado por meio do uso concomitante dos antibióticos metronizadol e amoxicilina.

Os pesquisadores avaliaram um grupo de 30 pacientes atendidos no Centro de Estudos Clínicos em Odontologia da UnG acometidos com periodontite agressiva – um tipo de infecção bacteriana rara que afeta normalmente pessoas mais jovens e é caracterizada pela rápida perda dos ossos de suporte, podendo resultar na perda de dentes, principalmente os molares e incisivos.

Tradicionalmente, a doença e os outros tipos de infecções periodontais são tratados pelos periodontistas por meio da raspagem mecânica e alisamento das raízes dos dentes para remoção das bactérias que colonizam a região entre os dentes e as gengivas e atacam os ossos de suporte dentário. Entretanto, principalmente os pacientes jovens não respondem bem a esse tipo de tratamento e apresentam recorrência da doença.

Ao realizar o tratamento convencional associado ao uso dos antibióticos metronizadol e amoxicilina em metade dos pacientes participantes do estudo, os pesquisadores da UnG constataram que após três meses eles apresentaram uma resposta clínica melhor do que os que só receberam o tratamento convencional. Além disso, também houve uma melhor recolonização da placa bacteriana (biofilme) localizada abaixo da margem da gengiva.

“Observamos que a microbiota bucal dos pacientes que foram submetidos a limpeza mecânica associada à terapia com antibióticos apresentou maior proporção de bactérias benéficas e menor proporção de patógenos. Essas diferenças se mantêm por um período maior do que nos pacientes tratados somente da forma convencional”, disse Magda Feres, coordenadora do programa de pós-graduação em odontologia da UnG e uma das pesquisadoras participantes do projeto à Agência FAPESP.

Para avaliar a placa bacteriana dos pacientes com periodontite agressiva que participaram do estudo, os pesquisadores utilizaram uma técnica molecular para análise microbiológica chamada Checkerboard DNA-DNA hybridization, que diagnostica bactérias por sonda de DNA.
A técnica, desenvolvida pelo pesquisador Sigmund Socransky, do Forsyth Institute, associado à Universidade Harvard, é utilizada atualmente em apenas seis laboratórios no mundo e foi implantada no Laboratório de Microbiologia da UNG por Feres, que realizou doutorado na instituição norte-americana sob orientação de Socransky.
“Esse método inovou a forma de diagnosticar e de acompanhar os resultados do tratamento de periondotites ao permitir avaliar diversas bactérias associadas às infecções na gengiva e obter diversas amostras de placa bacteriana de cada dente dos pacientes para verificar o que ocorre na composição da microbiota bucal”, explicou Feres.

Por meio da técnica, a pesquisadora e seu grupo conseguiram avaliar as alterações promovidas pelo tratamento tradicional de periodontite agressiva associada à medicação com metronidazol e amoxicilina em um conjunto de 40 bactérias da microbiota bucal dos pacientes, das quais algumas são benéficas e outras são associadas às periodontites.
Os exames revelaram que os antibióticos ajudaram a promover uma melhor recolonização do biofilme dos pacientes, que apresentou maior proporção de bactérias benéficas do que patogênicas em comparação com o dos pacientes que só receberam o tratamento convencional.

“Constatamos que nos pacientes que não tomaram antibióticos houve um retorno maior e mais rápido dos patógenos após o tratamento, enquanto a microbiota dos que receberam a medicação se manteve mais estável e mais benéfica, o que resultou na melhora dos parâmetros clínicos, como redução de sangramento e regressão da doença”, disse Feres.
Os pesquisadores estão com um novo artigo em fase final de avaliação no mesmo periódico – o primeiro foi publicado em 2010 –, com os resultados de um estudo envolvendo 120 pacientes adultos, em que demonstram que a recolonização benéfica se manteve em um período de um ano em pacientes com periodontite crônica – outro tipo de periodontite com maior prevalência em adultos.

Fator de risco para alterações sistêmicas

As periodontites são causadas pela colonização da boca por determinadas espécies de bactérias que podem ser transmitidas dos pais para os filhos e que podem se reproduzir na margem da gengiva quando há uma baixa resistência do hospedeiro.
Ao colonizar a margem da gengiva, o organismo tenta se livrar delas, desencadeando um processo inflamatório de evolução rápida, que produz metabólitos que degradam os tecidos em volta dos dentes e os ligamentos periodontais (os ossos de suporte).


Por estar associada a uma carga muito alta de bactérias agressivas à saúde, alguns estudos recentes em uma área da periodontia, chamada medicina periodontal, têm sugerido que as infecções periodontais podem funcionar como fator de risco para outras alterações sistêmicas, como parto prematuro, doenças cardiovasculares e infecções pulmonares.

“As bactérias podem se alojar em outro local do organismo, além da boca, e desencadear uma reação sistêmica. Mas essas associações ainda não estão totalmente demonstradas”, ressalvou Feres.
Em 2004, a pesquisadora e seu grupo participaram de um estudo internacional que comparou a microbiota de pacientes com periodontite no Brasil, Chile, Suécia e Estados Unidos. O estudo demonstrou que a composição das bactérias da boca pode variar entre os diferentes países.
“É importante que sejam realizados estudos sobre microbiota de pacientes com periodontite em diferentes regiões geográficas porque futuramente isso pode resultar em tratamentos específicos para cada tipo da doença”, afirmou Feres.

Os pesquisadores da UnG realizam uma triagem de pacientes para realização de novos estudos tanto para tratamento das periodontites como da periimplatites – uma infecção que ocorre ao redor de implantes dentários.


O artigo Short-term benefits of the adjunctive use of metronidazole plus amoxicillin in the microbial profile and in the clinical parameters of subjects with generalized aggressive periodontitis(doi: 10.1111/j.1600-051X.2010.01538.x), de Feres e outros, pode ser acessado gratuitamente no site do Journal of Clinical Periodontology em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1600-051X.2010.01538.x/full.