segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Os primeiros cuidados com os dentinhos de leite







O nascimento dos dentes de leite, fase tão esperada pelos pais, é um momento muito especial na vida do bebê. Porém, é importante que os pais saibam como manter os dentinhos limpos desde quando eles começam a aparecer.

A limpeza dos primeiros dentinhos deve ser feita com uma gaze embebida em água ou com dedeiras de silicone, sempre após a amamentação. Além de limpar os dentes, as dedeiras massageiam a gengiva do bebê, favorecendo a erupção (ou nascimento) dos próximos dentes.

                                         











No caso de crianças que têm o habito de mamar durante a madrugada, é de suma importância que os pais façam a limpeza da boquinha do bebê antes que ele volte a dormir. "Adormecer sem que seja feita a higiene bucal favorece o aparecimento do que chamamos de 'cárie de mamadeira'. Essa cárie evolui rapidamente e causa dor".



A mãe ou a babá devem evitar de soprar ou provar a comida do bebê , pois a cárie é doença transmissível, ou seja, se a mãe ou a babá estiver com um dente cariado, por exemplo, a bactéria será transmitida à criança.

Por volta dos dois anos, quando todos os dentinhos de leite já nasceram, a higienização deve começar a ser feita com escova de dente. Porém, é importante a escolha de escova indicada para a idade da criança e de pasta que não contenha flúor para evitar o problema da fluorose.


Até os oito anos de idade a criança não tem controle motor suficiente para fazer a escovação perfeitamente. Por isso, é importante que pelo menos a escovação noturna seja feita pelos pais para garantir uma boa limpeza.

Apesar de muito esperados pelos pais, nem sempre os dentinhos de leite recebem a atenção merecida. Eles são muito importantes e, uma vez cariados, podem afetar os permanentes. Eles também são capazes de "guiar" o dente permanente para o devido lugar. Ou seja, quando um dentinho de leite é extraído antes do tempo, há grandes chances do dente permanente nascer no local errado, levando a necessidade de correção ortodôntica no futuro.

Portanto, para evitar problemas e manter a saúde bucal é essencial que os pais cuidem dos dentinhos do bebê por meio da limpeza regular, boa alimentação e visitas periódicas ao pediatra e ao dentista.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Facetas Laminadas


Com a contínua evolução e desenvolvimento dos materiais restauradores, surgiram alternativas inovadoras para o tratamento estético dos dentes anteriores e posteriores.
As facetas laminadas tanto diretas, confeccionadas em resina fotopolimerizável pelo próprio dentista, quanto as indiretas, confeccionadas a partir de um modelo pelo protético é uma modalidade de tratamento odontológico estético que requer desgaste mínimo dos dentes e em alguns casos nenhum desgaste e por isso tem chamado a atenção dos pacientes que procuram uma solução para uma gama de problemas relacionados à posição dentária, alterações na estrutura , na cor e na forma dos dentes.
A alteração de forma mais comum é a microdontia, onde o dente tem o tamanho menor que o normal e pode ser isolada ou generalizada, apesar do dente mais afetado ser os incisivos laterais superiores.
As alterações de cor estão relacionadas a dentes que sofreram tratamento endodôntico, traumatismos ou por pigmentos como:  fumo, vinho ou café.
As facetas requerem apenas uma leve redução do esmalte vestibular do dente, para que não ocorra um aumento de volume provocado pela presença do material preservando a estrutura dental sadia e a saúde pulpar e periodontal.
As facetas que não requerem desgastes representam a alternativa de escolha em casos que não existam alterações profundas de cor , forma ou dentes cujo posicionamento não exija correção através de desgastes  e se caracterizam por um recontorno cosmético por aposição.

Indicações de facetas laminadas
1.     Casos de descolorações resistentes ao clareamento
2.     Dentes anteriores com necessidades de modificações morfológicas
3.     Dentes conóides
4.     Fechamentos de diastemas
5.     Aumento de guias incisais
6.     Reabilitações extensas anteriores
7.     Extensas fraturas incisais
8.     Mal formação congênita
9.     Dentes com restaurações extensas que necessitem de substituição
Fatores que limitam a indicação das facetas laminadas
1.     Perda estrutural que prejudique a resistência do elemento
2.     Comprometimento oclusal
Contraindicações Relativas
As facetas devem ser confeccionadas com cuidados especiais nos seguintes casos:
1.     Hábitos parafuncionais como bruxismo
2.     Mordida topo a topo
3.     Mordida cruzada
4.     Mordida profunda
5.     Higiene deficiente
6.     Hábitos de morder objetos ou roer unhas
7.     Falta de estabilidade oclusal
8.     Problemas periodontais

Fonte: Só Técnicas Estéticas - CDV- Vol 9 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A gravidez e os cuidados com os dentes



Existe uma crença de que mulheres grávidas apresentam um aumento nos problemas bucais em relação às não grávidas, como o aumento do número de cáries ou perda de dentes relacionadas à gestação .


A razão para a perda dentária e, no mínimo, para o aumento da atividade cariogênica durante a gravidez é a mesma que durante qualquer outra fase da vida, ou seja, a negligência com a higiene oral.

Isto acontece principalmente no pós-parto devido aos intensos afazeres relacionados ao nascimento da criança.
Porém, por ocorrer durante o período da gravidez modificações físicas e fisiológicas em todo o organismo e também na boca, há a possibilidade de ocorrer algumas alterações orais.

Entre elas está a gengivite gravídica que é uma resposta inflamatória exacerbada em relação a fatores irritantes que causam a gengivite comum.
A sua prevenção é simples bastando realizar meticulosa higiene oral ( escovação + fita dental ) e  acompanhamento de um profissional quando esta surgir.
Poderá ocorrer também o aumento da mobilidade dentária, do fluído gengival e da profundidade de bolsas periodontais por alterações no equilíbrio hormonal, porém estas alterações reduzem-se normalmente após o parto.
Outras mudanças são o aparecimento de pigmentações nos lábios ( manchas ) e aumento da salivação.
                                                            

           


Tratamento odontológico durante a gravidez

O tratamento odontológico de rotina deve ser evitado durante a gravidez e por isso o tratamento e controles preventivos são recomendados previamente à gestação.
Porém , em situações de urgência odontológica , como nos casos de pulpite, abcesso, entre outros, deve-se realizar o tratatamente, independente do período gestacional, mesmo sabendo que o período de escolha para qualquer procedimento é o segundo trimestre gestacional.


Se forem necessárias tomadas radiográficas, tomando-se os cuidados de proteção radiológica da paciente, como o uso de avental de chumbo, o risco para o feto é praticamente nulo.
O uso de medicação será cuidadosamente avaliada pelo cirurgião dentista e a auto-medicação nunca deverá ser realizada.
Isto também é importante durante o período de lactação, pois o bebê também recebe os medicamentos administrados à mãe, já que a maioria das drogas é excretada pelo leite materno, com o agravante de ser um individuo com os rins e fígado ainda imaturos, dificultando sua capacidade de eliminação das drogas, podendo acarretar num acúmulo destas em seu organismo.

 


                   

Flúor durante a gravidez

 
A ingestão de flúor durante a fase de calcificação dos dentes constitui um método de prevenção de cárie dentária de eficácia  demonstrada, sendo a água o melhor veículo de administração.
O flúor atravessa a barreira placentária e se fixa nos ossos e dentes  do feto, apesar de esta prevenção não se estender aos futuros dentes permanentes, assim ao nascer a criança deverá continuar a receber flúor.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Erosão X Sensibilidade Dentinária - Como combatê-la

Uma das consequências da erosão dentária, a hipersensibilidade é uma queixa constante dos pacientes.
De acordo com pesquisa realizada, 28 % apresentam hipersensibilidade, situação que ocorre quando a dentina fica exposta.

A dor causada pelo problema pode variar de um ligeiro desconforto até uma dor mais severa. Os níveis de dor variam entre a tolerância individual e a fatores físicos e emocionais.
É importante consultar um profissional porque a abordagem do dente com hipersensibilidade deverá ter como base o diagnóstico corretamente efetuado, de modo a eliminar doenças dentárias que podem apresentar sintomas coincidentes, como é o caso da cárie ou fraturas.
Para quem sofre desse mal, várias empresas lançaram produtos voltados para minimizar a sensibilidade.

Entre eles:

Oral-B Pro-Sensitive e Oral-B Pró-Saúde
O ingrediente ativo é o nitrato de potássio que é capaz de interromper os sinais entre as células nervosas no dente, ajudando a evitar a excitação do nervo e da dor, além do flúor, que controla a sensibilidade pelo bloqueio dos túbulos dentinários.

Colgate Sensitive Pró-Alívio


O produto foi desenvolvido baseado no processo natural de oclusão dos túbulos dentinários. Sua fórmula contém arginina, um aminoácido naturalmente encontrado na saliva e um composto de cálcio insolúvel na forma de carbonato de cálcio. Além de atrair o cálcio para a superfície da dentina fechando os túbulos abertos a camada rica em cálcio irá resistir aos ácidos da alimentação diária.

Creme Dental Pro-Esmalte Sensodyne e
Sensodyne Proteção Total

Controlam a sensibilidade, pois protegem contra a erosão ácida. Sua fórmula possui baixa abrasividade e ação antimicrobiana. Com o uso diário há um alívio da sensibilidade e manutenção da saúde oral.

Escova Dental

A escova ideal é aquela que produz menor desgaste dos dentes, para que isso ocorra suas cerdas devem ser extramacias para removem a placa dos dentes sem agredir a dentina e as gengivas.

Ex: Colgate 360º Sensitive Pró-Alívio
      TEPE Supreme
      Curaprox Ultrasoft CS 5460B
      Kin extramacia



sábado, 13 de outubro de 2012

Erosão Dentária: um mal da Era Moderna

Problema que afeta 60% da população mundial e 50% das crianças em idade pré-escolar, a erosão dentária está associada aos hábitos dos dias atuais como, por exemplo, o consumo indiscriminado de produtos industrializados.

A ingestão frequente de sucos ácidos e refrigerantes é um indicador de risco para a doença.Por conta da natureza multifatorial, há dificuldade no diagnóstico das lesões cervicais não cariosa. O CD tem papel fundamental no diagnóstico precoce, nas recomendações e no estabelecimento dos fatores etiológicos da erosão dentária. É preciso conscientizar o paciente de que medidas preventivas são necessárias.

A erosão dentária é o resultado físico de uma perda patológica, crônica, localizada e assintomática dos tecidos dentais duros pelo ataque químico da superefície do dente por ácido e/ou quelante , sem o envolvimento das bactérias.
A erosão dentária, origina-se de fontes extrínseca ou intrínseca com o agente químico. As fontes de origem extrínseca podem estar relacionados com a dieta, geralmente pelo consumo de frutas e sucos de frutas ácidas, bebidas gasosas e vinagre; meio ambiente - industrias químicas, piscinas cloradas e medicamentos como vitamina C, Ácido Acetil Salicilico e  bebidas isotônicas.

As fontes de origem intrínsecas estão associadas à xerostomia e pelo maior tempo de exposição da substância erosiva sobre o elemento dental e as doenças que provocam regurgitação, como hipertireoidismo, bulimia nervosa e anorexia, pelo contato constante do ácido com o meio bucal.

Durante o processo de desenvolvimento da erosão dentária, ocorrem 3 estágios de destruição do tecido duro do dente:
1. perda de substâncias orgânicas salivares que cobrem a superfície dentária;
2. perda de mineral da superfície do dente, devido à presença de um agente descalcificante;
3. destruição da superfície dentária descalcificada por uma ação bioquímica e/ou biofísica e/ou mecânica.

As lesões que podem ser visualizadas sozinhas ou associadas à erosão dentária:
1. abrasão
2. atrição
3. abfração
4. cárie dentária

A abrasão dentária é um desgaste patológico do tecido duro do dente causado por processos mecânicos anormais e a superfície apresenta aspecto polido.

A atrição caracteriza-se por um desgaste patológico do tecido duro, resultante do contato entre os dentes. Está relacionada coma idade, apresentando clinicamente uma superfície com aparência extremamente polida e lisa.


A abfração é um defeito de contorno na junção cemento-esmalte que pode ser observada em um único dente. É resulatante de forças oclusais excêntricas que levam à flexão dentária, causando microfraturas que se propagam perpendicularmente ao longo eixo do dente, limitada à área cervical do dente.


Na cárie dentária há dissolução da hidroxiapatita formando a mancha branca. Se a produção de ácidos pela microbiota bucal continuar, ocorre o colapso, gerando uma cavidade no esmalte associada à mancha branca nas bordas.


A erosão dentária destaca-se inicialmente pela diminuição do brilho do esmalte, por uma lesão arredondada e pela ausência de mancha branca. Apresenta-se com uma superfície polida e lisa e com ausência de biofilme dentário, resultando em uma lesão côncava, delimitada, com exposição de dentina e com esmalte saliente ao redor da lesão.

O CD tem papel relevante da erosão dentária. Suas orientações são fundamentais para que diminuam os impactos negativos nos dentes.
A erosão dentária pode afetar ainda a mastigação, a fala e a oclusão, além de gerar hipersensibilidade, exposição pulpar, diastemas, bordas incisais finas ou fraturadas, perda de dimensão vertical,  proeminências das restaurações de amálgama, pseudo-mordida aberta e comprometimento estético.

O tratamento varia desde procedimentos não invasivos como a aplicação de fluoretos, até o tratamento endodôntico e reabilitador nos casos mais graves.





 





Algumas medidas preventivas para controlar a erosão dentária:
1. diminuir o consumo de bebidas ácidas por longos períodos
2. aplicação de agentes remineralizantes
3. estimulação do fluxo salivar
4. utilização de canudos para evitar contato do
líquido com os dentes
5. consumo diário de queijo, após desafio erosivo
6. diminuição de forças abrasivas
7. orientação quanto à escovação não imediata à ingestão do alimento
8. utilização de pouca quantidade de dentifrício
9. ingestão de água em seguida a ingestão de alimentos/bebidas ácidas
10. documentação dos níveis de desgastes
11. realização de exames de rotina para rever hábitos de dieta e métodos de higiene.