terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tratamento Ortodôntico em Adultos






Por que tantos pacientes adultos têm procurado tratamento ortodôntico ultimamente?

Nos últimos 20 anos, o número de pacientes adultos em tratamento ortodôntico cresceu de forma exponencial. Hoje, de cada 5 pacientes em tratamento, 1 é adulto. Um estudo realizado pelo Instituto Americano de Pesquisa Craniofacial e Dentária revelou que a quantidade de indivíduos desdentados na faixa etária de 55 a 64 anos diminuiu 60% desde 1960. Com a presença dos dentes naturais na maturidade, os adultos têm se submetido ao tratamento ortodôntico para ajudá-los a manter uma boa saúde bucal e melhorar sua estética facial e do sorriso.

Quais razões justificam o tratamento ortodôntico em adultos?

A aparência facial e dentária é importante não somente pela atratividade que expressa, mas também na elaboração do próprio conceito pessoal. Um sorriso agradável e uma face harmoniosa têm impacto na convivência social e na aceitação do indivíduo pelos seus pares. Algumas más-oclusões, como grandes apinhamentos e discrepâncias no relacionamento maxilo-mandibular, podem afetar negativamente a auto-imagem dos indivíduos. Com o tratamento ortodôntico, a auto-estima pode melhorar de forma significativa. Além dos benefícios psicológicos, a correção da má-oclusão melhora a qualidade do tratamento periodontal e restaurador . Por exemplo, na presença de grandes apinhamentos dentários, a remoção da placa dental é mais difícil e a sua retenção pode causar descalcificação do esmalte, cavidades de cárie, ou mesmo tártaro, que causa doença periodontal. Com os dentes alinhados, a melhora na limpeza e na remoção da placa aumenta a probabilidade de os dentes permanecerem na cavidade bucal por mais tempo. Além disso, dentes mal posicionados freqüentemente estão submetidos a traumas de oclusão que são prejudiciais ao peridonto, podendo causar desde desgastes de esmalte até mobilidade dentária.

Existe limite de idade para iniciar o tratamento ortodôntico?

A idade não deve ser um fator limitante do tratamento ortodôntico, pois os dentes podem ser movimentados em todas as idades. Entretanto, a abordagem deve ser diferenciada e direcionada, não por motivos mecânicos, mas sim por motivos biológicos, sociais e psicológicos. E esses aspectos, tão importantes para nortear o tratamento ortodôntico, são definidos e estabelecidos no momento do diagnóstico.

Quais as opções de aparelhos ortodônticos disponíveis atualmente?



Hoje em dia, os braquetes, peças coladas aos dentes para o tratamento ortodôntico, são menores e menos notáveis. Além disso, há opções estéticas, como os braquetes de cerâmica e policarbonato, que são transparentes e, portanto, mais estéticos. Em casos específicos, as placas transparentes ou alinhadores confeccionados em laboratório podem ser uma opção, embora sejam removíveis e necessitem de trocas constantes. Na preferência pela estética absoluta, ainda temos o aparelho ortodôntico invisível, com a técnica lingual, em que os braquetes são posicionados na face lingual dos dentes, por dentro, permitindo que não sejam notados durante todo o tratamento ortodôntico. Assim, o resultado da movimentação dentária e o sorriso podem ser avaliados o tempo todo, sem interferência do aparelho.

Existe diferença entre tratar um paciente jovem e um adulto?
Biologicamente, pacientes adultos não apresentam crescimento ósseo e as respostas regenerativas não se comparam às de um jovem, devido à menor vitalidade periodontal. Sugere-se, pois, que o tratamento seja simplificado, ou seja, que se limite a tratar somente o que está potencialmente destrutivo para a oclusão e para a estética. Essa abordagem faz do tratamento ortodôntico de adultos um tratamento conservador em relação ao do adolescente, menos abrangente e mais localizado. Isso contempla também o fato de que pacientes adultos não toleram tratamentos prolongados.

O que muda no conceito do tratamento ortodôntico?

Os pacientes podem se surpreender – e ter uma agradável surpresa – ao descobrir como os aparelhos ortodônticos estão mais confortáveis hoje em dia. Um sorriso bonito e saudável é tão importante aos 60 anos como aos 16. E os ortodontistas são os especialistas da Odontologia treinados e com experiência para auxiliar os pacientes a obter o alinhamento apropriado de dentes e maxilares, independentemente da idade, proporcionando estética e saúde dental.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cirurgia plástica periodontal



O que são as cirurgias plásticas periodontais?

São cirurgias que visam corrigir defeitos gengivais e de tecidos moles em regiões que apresentam algum tipo de comprometimento estético. Os defeitos que mais incomodam os pacientes são retrações gengivais, alterações de papilas interdentais, perdas de altura e espessura em áreas que foram submetidas a extrações e tecidos moles insatisfatórios ao redor dos implantes.

Quando são indicadas e quais os requisitos para poder submeter-se a uma cirurgia plástica?

      

A indicação principal se dá quando o defeito altera a harmonia do sorriso do paciente. Como requisito obrigatório, exige-se saúde bucal. Doenças periodontais, cáries, problemas endodônticos, entre outros, devem ser tratados antes de qualquer cirurgia estética.

Por que são necessários enxertos gengivais para recobrir raízes?

A razão principal é estética, especialmente quando o paciente mostra a raiz ao sorrir ou ao falar. O enxerto também pode ser indicado em raízes que apresentam sensibilidade às variações de temperatura.

De onde são retirados os enxertos?

As técnicas que apresentam melhores resultados estéticos são aquelas que utilizam enxertos retirados do palato, chamados de enxertos subepiteliais, pois utiliza-se apenas uma delicada camada de tecido que fica embaixo do epitélio.

Por que é necessário aumentar os rebordos que sofreram extrações?

É comum, após as exodontias (extrações dentárias), haver uma reabsorção óssea e gengival na área ocupada pela raiz, gerando um defeito na anatomia do rebordo. Quando há necessidade de recuperar os tecidos reabsorvidos, utilizam-se enxertos que ajudam a dar um caráter mais natural à prótese que irá recuperar a área desdentada.

E quanto à dor pós-operatória e ao tempo de recuperação?

As técnicas mais recentes, se beneficiam da utilização do microscópio operatório ,que além de oferecerem ótimos resultados estéticos, proporcionam um pós-operatório com pouquíssimo desconforto ao paciente. Normalmente, o paciente já pode trabalhar no dia seguinte à cirurgia, desde que evite esforços físicos e evite traumatizar a região operada.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Flúor

         


0 flúor faz mal à saúde?

Não. 0 flúor é benéfico, pois reduz a cárie dentária, um grande problema de saúde que afeta mais de 95 % da população. Porém, deve ser ingerido na dosagem correta, para haver a prevenção sem efeitos colaterais.

De que maneira o flúor fortalece o dente?

Ele deve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.

Quais as formas se usar o flúor?

0 flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público e do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escola) sob a forma de comprimidos ou gotas. Essas formas são chamadas de "sistêmicas", porque têm um metabolismo próprio no corpo humano. 0 flúor pode ser usado localmente nos dentes dução por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas realizadas por dentistas ou auxiliares ou, ainda, por vernizes fluoretados.
             
Deve-se tomar flúor na gravidez para benefício da criança?

Não se deve tomar flúor na gravidez, pois se a mãe recebe normalmente o flúor sistêmico, através da água, por exemplo, uma pequena parte do flúor chega até o feto. Por outro lado, se a gestante não receber flúor sistêmico e começar a tomá-lo na gravidez, serão necessários cerca de 6 meses para haver embebição e saturação do flúor no corpo da mãe, para depois chegar ao filho. Se somarmos esses 6 meses com 2 meses, aproximadamente, para o diagnóstico da gravidez, o tempo útil fica reduzido.

A aplicação tópica periódica de flúor em crianças funciona? E nos adultos?

A aplicação periódica de flúor em crianças funciona, reduzindo o risco de cárie. A frequencia maior, em geral, é mais benéfica. Já a aplicação tópica em adultos reduz a incidência de cárie, embora com resultados mais modestos do que em crianças. Deve-se lembrar que a interrupção do uso do flúor pode aumentar ligeiramente o aparecimento de novas cáries.

Quando se deve fazer a primeira aplicação de flúor na criança?

A primeira aplicação de flúor deve ser feita o mais precocemente possível, isto é, após o nascimento dos dentes de leite.

0 flúor interfere na doença gengival?

Não. Somente de forma indireta, pela redução da cárie.
Nas cidades onde existe fluoretação de água, há problema em usar pasta ou bochecho com flúor?
Não há problema em usar pasta ou bochechos com flúor em cidades com fluoretação das águas, desde que não ocorra ingestão da pasta ou da solução do bochecho.

Faz mal à criança engolir pasta com flúor?

Não é recomendável. Se ocorrer a ingestão sistemática (sempre que escovar os dentes) por muitos anos, esta poderá causar a fluorose dentária. 0 volume de pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm, ou menos, em função da idade da criança. A ingestão ocasional não traz maiores problemas.

Fonte : Revista APCD

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Contaminação de escovas dentais




As escovas dentais apresentam-se contaminadas por microrganismos?

As escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, por 1 a 4 minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada inadvertidamente. Dessa forma, sua desinfecção deve ser efetuada.



Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?

A melhor opção é lavar a escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

Quais substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?

O gluconato de clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas das escovas dentais.

Como deve ser acondicionada a escova dental?


Não há que se reprovar a iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas dentais que vêm acompanhadas de um estojo para proteger as cerdas, pois ele é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o seu contato com dinheiro, carteira etc. Porém, no dia-a-dia, a escova deve ser conservada em local seco, após a desinfecção com anti-séptico. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar.
Dessa forma, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.

O tipo de dentifrício empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas dentais por microrganismos?


A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre a influência de inúmeros fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais ocasionam uma redução dessa contaminação. O uso de dentifrício contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício fluoretado reduz a contaminação em, aproximadamente, 23%.

Qual o período de vida útil de uma escova?

As escovas dentais devem ser trocadas freqüentemente: indivíduos sadios devem trocar suas escovas a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocá-las no início e após a cura; indivíduos que sofreram quimioterapia ou que são imunodeprimidos devem trocá-las a cada 2 dias; e indivíduos que sofreram grandes cirurgias devem trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca de escovas é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses, desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.

Qual o protocolo indicado para a higienização das escovas dentais?

Para o controle diário da contaminação das escovas dentais, é importante que, previamente à escovação, seja efetuada a lavagem das mãos. Após a realização da escovação, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente e deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida, deve-se borrifar sobre a cabeça da escova, particularmente sobre as cerdas, um antimicrobiano sob a forma de spray, sendo a escova mantida, então, em local fechado. Previamente à próxima utilização, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente. O impacto dessas medidas sobre a saúde bucal é ainda desconhecido.

Fonte: Revista APCD

sábado, 24 de setembro de 2011

Agentes químicos na manutenção e recuperação da saúde bucal




















A placa bacteriana é um dos fatores etiológicos importantes na ocorrência da cárie e doença periodontal, sendo seu controle fundamental para a manutenção da saúde bucal. Placa é uma massa bacteriana mole e branca que se deposita continuamente em camadas na superfície do dente e se apresenta aderida. A remoção dessa placa pode ser feita através da limpeza mecânica dos dentes. Esse procedimento pode ser realizado adequada e satisfatoriamente pelo paciente, desde que esteja em condições normais de saúde geral. Cabe ao cirugião-dentista orientá-lo quanto a técnica de escovação mais indicada, escova, creme dental, fio dental e, se necessário, quanto ao uso de agentes químicos para bochecho especificamente prescritos para cada caso.
Qual a função dos agentes químicos?
São substâncias químicas que atuam nas bactérias presentes na cavidade bucal, sendo utilizadas para auxiliar no controle e na redução da formação da placa bacteriana. Vale ressaltar que o método mais difundido de remoção de placa é o mecânico, realizado através da escovação associada ao uso do fio dental. Esses agentes complementam, auxiliam a escovação. Não existe agente químico capaz de remover a placa e nem de substituir a escovação.
Quais são os agentes mais usados para o bochecho e como agem?
Clorexidina - É um agente de efetiva e comprovada atividade antimicrobiana e eficiente no controle de placa devido às suas propriedades de retenção e de liberação lenta na boca. Pode desencadear manchamento nos dentes (que pode ser removido com profilaxia profissional) e perda temporária do paladar. Exemplos: Periogard, Duplac, Plackout, Cariax.
Cloreto de cetilpiridínio - É considerado um anti-séptico e desinfetante de efeito moderado devido ao curto período de retenção na cavidade bucal. Quando usado em maior freqüência, pode apresentar como efeitos colaterais ulcerações e sensação de queimação da língua. Exemplos: Cepacol, Oral B, Kolynos.
Triclosan - É um agente antibacteriano de amplo uso e, em acréscimo, tem efeito antiinflamatório. Isoladamente, tem efeito antiplaca moderado e, por isso, as formulações ativas apresentam associação com gantrez ou zinco. O gantrez potencializa o efeito do triclosan por aumentar sua retenção na cavidade bucal, e o zinco, por sinergismo de efeito antibacteriano. Tem como vantagem o fato de ser utilizado com sucesso no tratamento de ulcerações, não apresentar mudança ou perda do paladar e nem o manchamento dos dentes, o que pode ocorrer com o uso da clorexidina. Exemplo: Plax.
Quando utilizar esses agentes químicos?
A utilização de um agente químico para bochecho durante o tratamento, seja ele de gengiva, pré ou pós-cirúrgico, de manutenção das condições de saúde bucal, deve ser adotada a partir da prescrição feita por um profissional. O paciente receberá orientações quanto à forma e ao tempo de uso, que estão relacionados à finalidade de sua indicação e às características de cada paciente.
Por exemplo, no caso de pacientes com necessidades especiais, os quais normalmente têm dificuldade para realizar a escovação; pacientes com problemas de saúde sistêmicos que predispõem à ocorrência de doenças periodontais; pacientes com dificuldades de higienização pelo uso de aparelho ortodôntico e uma série de outros casos que requerem a indicação de um agente químico. O paciente deve retornar periodicamente ao cirurgião-dentista para uma reavaliação das condições de saúde bucal e para o reforço das orientações de autocuidado e auto-exame, importantes para a manutenção da saúde e prevenção de doenças, que podem ir desde um processo inicial de cárie ou sangramento gengival até uma lesão inicial de câncer bucal, daí a sua importância.
Fonte : Revista APCD